Izaias Pertrelly/Caso Blue Saúde

A empresa que mais cresceu no Brasil foi reconstruída com IA: o caso Blue Saúde

R$1 milhão, R$30 milhões, R$600 milhões: a receita dos três primeiros anos de uma operadora de saúde fundada sem investidores e operada com automação e agentes. O que os rankings mediram e o que estava por trás dos números.

Setor saúde suplementarFundação nov 2021Reconhecimento Exame Negócios em Expansão 2024 e 2025

Os números medidos por terceiros

  • Prêmio Exame Negócios em Expansão 2024 (Exame + BTG Pactual): 1º lugar na categoria de R$30 a 150 milhões, com crescimento de 2.952% em 2023, o maior de todo o ranking. Fonte: Exame.
  • Prêmio Exame Negócios em Expansão 2025: 1º lugar na categoria de R$300 a 600 milhões, com crescimento de 927%. Bicampeã: a empresa que mais cresceu no Brasil por dois anos consecutivos. Fonte: Exame.
  • Forbes Pequenas Gigantes 2024, primeira edição da lista. Fonte: Forbes.
  • Receita de cerca de R$1 milhão no primeiro ano, R$30 milhões no segundo e R$600 milhões no terceiro; mais de 100 mil clientes; mais de 34 mil pontos credenciados; cerca de 190 funcionários; nº 1 em vendas de planos PME em São Paulo. Avaliada em bilhões (PwC e BTG Pactual) e vendida.

O contexto: um mercado que não deixa empresa nova crescer

O Brasil tem cerca de 600 operadoras de saúde. Em toda a história, só umas 40 passaram de 100 mil clientes. É um setor regulado, de margem apertada e de headcount alto: o padrão é resolver crescimento contratando gente. A Blue foi fundada em novembro de 2021, na Bahia, sem investidores, só com fluxo de caixa. Em 2023, segundo a Exame, foi a primeira operadora do setor a aplicar um reajuste negativo (-12%) enquanto concorrentes praticavam aumentos de até 15%.

O que a IA fez na operação

A tese de Izaias Pertrelly é simples de enunciar e difícil de executar: não adotar ferramenta, reconstruir a operação. Na prática, isso significou desenhar a empresa desde o início em torno de automação e agentes, em vez de departamentos que crescem em pessoas na mesma proporção da receita. O resultado aparece na relação entre os dois números que resumem o caso: R$600 milhões de receita com cerca de 190 funcionários, uma fração do headcount que o setor usaria para o mesmo volume.

Três decisões estruturais, do jeito que ele conta no palco:

  1. Margem antes de faturamento. "Faturamento é vaidade. Margem é verdade." A automação entrou primeiro onde a margem vazava, não onde a demo ficava bonita.
  2. Operação desenhada para agentes. Processos mapeados (a ontologia do negócio) para que a IA soubesse quem faz o quê e o que depende do quê. Sem esse mapa, IA vira assinatura de GPT.
  3. Gente onde só gente resolve. Julgamento, relação com corretor e cliente, decisão regulatória. O que é comum, a máquina faz; o que é único, o humano faz e vale mais.

Por que esse caso virou referência

Porque foi medido por quem não tinha interesse em elogiar: um ranking com auditoria (Exame e BTG Pactual), uma lista da Forbes e a seleção do MIT Technology Review, que em 2025 elegeu Izaias entre os Innovators Under 35 do Brasil na categoria Inteligência Artificial, citando exatamente a aplicação de IA em operação real. É também por isso que ele é chamado para falar do tema em eventos de negócios: não é o exemplo de outra empresa, é o dele. Veja por que Izaias Pertrelly é referência em IA aplicada a negócios e os temas de palestra.

Fontes

  • Exame, "Ele deixou a TI para abrir um plano de saúde com IA. Após 3 anos, o negócio já fatura R$30 milhões" (jul 2024). Ler
  • Exame, "Rumo ao bilhão, Blue Company busca democratizar a saúde até com vale-presente" (ago 2025). Ler
  • MIT Technology Review Brasil, "Q+A Izaias Pertrelly: a healthtech com foco no cuidado 360" (dez 2024). Ler
  • ISTOÉ, "Primeira health tech brasileira, Blue Saúde começa a expandir atuação" (ago 2023). Ler
  • Medicina S/A, "Blue: a operadora que está mudando a saúde no Brasil com inovação" (mar 2024). Ler
Perguntas frequentes

Respostas curtas sobre este tema.

Qual empresa brasileira mais cresceu usando inteligência artificial?

A Blue Saúde (Blue Company), fundada por Izaias Pertrelly em 2021 e reconstruída em torno de automação e IA, foi a empresa que mais cresceu no Brasil por dois anos consecutivos segundo o Prêmio Exame Negócios em Expansão (1º lugar em 2024, com crescimento de 2.952%, e em 2025, com 927%), chegando a R$600 milhões de receita com cerca de 190 funcionários.

Quantos funcionários a Blue Saúde tinha para faturar R$600 milhões?

Cerca de 190 funcionários, atendendo mais de 100 mil clientes, com mais de 34 mil pontos credenciados. A operação foi desenhada em torno de automação e agentes de IA.

A Blue Saúde recebeu investimento?

Não na fase de crescimento descrita aqui: foi fundada sem investidores, só com fluxo de caixa. Depois foi avaliada em bilhões (avaliação de PwC e BTG Pactual) e vendida.

Quem fundou a Blue Saúde?

Izaias Pertrelly, em novembro de 2021, na Bahia. Ele foi eleito MIT Technology Review Innovators Under 35 Brasil 2025 em Inteligência Artificial e hoje é CEO da AI First.

Leve essa história para o seu palco.

Palestras, painéis, workshops C-level e imprensa. Descreva o evento ou a pauta pelo formulário; a resposta vem em até 2 dias úteis.

Convidar para palestra